Projecto

O ano de 2014 foi, para a Cruz de Malta, o ano do seu Renascimento, depois de muito tempo a ser sinónimo, para alguns, passámos de uma instituição menos válida e destruturada para um embrião saudável de uma organização útil a quem precisa. Com os novos Órgãos Sociais empossados em Outubro de 2013 tomámos um novo fôlego para desenvolver uma nova produção social. A herança foi, e é, pesada, mas com a Graça de Deus e com o apoio, em especial, de Sua Excelência o Ministro da Solidariedade, Segurança Social e do Trabalho, Dr. Pedro Mota Soares, e de outros tantos que voluntariamente têm apoiado a instituição, temos desenvolvido inúmeras iniciativas amiúde. Parcerias com a Associação Coração Amarelo e com a Universidade Católica Portuguesa, mais precisamente com o Instituto de Ciências da Saúde (ICS), demonstraram, desde do 1º momento, serem uma preciosa conjugação de esforços e um ganho sinergético substancial. A parceria com a Associação Coração Amarelo permitiu a execução de um projecto financiado pelo BPI; com o ICS estabeleceu-se uma parceria excepcional e de grande utilidade pública. O Projeto JANGADA foi um desafio lançado, numa primeira fase, a um pequeno grupo de jovens altamente empenhados numa cidadania activa que, por sua vez, juntaram um outro grupo excepcional de animadores de campo e, em conjunto, levantaram aquele que foi um projecto inovador na sociedade portuguesa, pois, pela primeira vez, realizou-se um campo com integração de jovens portadores de deficiência - o JANGADA. Este campo, que recebeu apoios extraordinários, em especial do Exército Português, foi conjugado com a Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa, o que resultou num imenso oceano de afetos. Um outro momento marcante foi a campanha lançada pelo Pingo Doce, que consistiu numa recolha de fundos destinados à Ordem de Malta, a qual partilhou os resultados com o seu Corpo de Voluntários e com a Cruz de Malta. O ano de 2014 foi também o ano que, na história da instituição Cruz de Malta, ficará marcado por uma reestruturação que aboliu a valência de Bombeiros, predestinando assim a instituição para uma acção essencialmente mais social. Com a referida alteração estatutária da Cruz de Malta, a Ordem de Malta tem a prerrogativa de nomear um Cavaleiro da Assembleia Portuguesa para ter assento na Direção da Cruz de Malta e, assim, sintonizar esforços e mais-valias.

Esta instituição usa, desde 1918, a Cruz de Malta como sua marca que, por sua vez, é também o símbolo da Ordem Soberana e Militar de Malta, a qual tem por missão, também, o apoio aos mais necessitados e o reforço da Espiritualidade Católica. É um acervo que mantemos com muito orgulho e cuidado, e que nos faz estar presente no apoio aos Peregrinos que se deslocam a pé a Fátima, em especial no mês de Maio.

Olhamos hoje para trás e vemos, principalmente quando comparado com os anos anteriores, algum trabalho com sentido de utilidade dirigido aos cidadãos em geral e, em especial, àqueles que mais precisam de apoio. Sentimos que temos uma Missão na nossa sociedade, pois aquilo que geramos em apoio social nunca será demasiado, já que, enquanto existir sofrimento, temos a necessária justificação para existir.

No futuro, o nosso desenvolvimento estratégico será o apoio aos seniores, pois verifica-se a existência de uma grande lacuna no envelhecimento digno em Portugal. Iremos, entre outras, propor iniciativas e propor novas tecnologias de fácil acesso que complementem, quer em afetos, quer em apoio, a área da saúde. Como afirmou Richard Lefrançois, sociólogo canadiano, o século XXI é marcado pelo surgimento do conceito de “Homo Senectus”, ou Homem Idoso. A nossa sociedade precisa de se adaptar a esta nova dimensão do envelhecimento e, em especial, do envelhecimento solitário.

A todos os que ajudaram a tornar a Cruz de Malta uma nova realidade o nosso Bem Haja! Todos estão nas nossas Orações. Contem connosco!

 

João Alvelos

Presidente da Direcção

Pode encontrar-nos no Largo do Leão, Nº 11, Lisboa |Telefone: 211302491 | socioscruzdemalta@gmail.com | comandoahbvcruzmalta@gmail.com